25 de janeiro de 2012

Luiza, Estupro, refrões musicais vulgares e outras brasilidades


Gastam-se páginas e páginas de revistas, horas e horas em redes televisivas e dias e dias do tempo do povo brasileiro comentando exaustivamente  alguns assuntos fúteis e recorrentes. 

Um deles é sobre uma desconhecida que se torna 'famosa' da noite para o dia depois que o pai, durante um comercial de televisão, menciona que a família toda está reunida, menos a tal filha que está no Canadá - denotando um extremo mau gosto que beira à arrogância típica da classe média brasileira.

O outro é um suposto estupro acontecido no exaustivo reality show que trata os participantes como ratinhos de laboratório, onde se dá comida, determina provas e bebidas, de acordo com a necessidade da pesquisa - no caso aqui, troca-se pesquisa por ibope. O casal bêbado dança em ritmos totalmente eróticos, vão para cama juntos, inciam carícias altamente sexuais e a suposta vítima adormece. O afoito 'vilão' continua matando sua sede carnal em rede nacional e acaba indo para delegacia prestar esclarecimentos. A moça, branca e loira fazendo-se de ingênua, continua no programa.

E o último caso resume-se numa vulgar melodia que não sai da boca do povo. A 'essência' da chamada música se resume em 'pegar' uma pessoa. E olha que o gesto coreográfico que acompanha o pegar não é nada sutil. É o típico jeitinho brasileiro condensado numa gesticulação que insistem em chamar de música.

Impossível não pensar nos valores culturais que nosso país está cultivando, ou melhor, está descultivando. Difícil não ficar chocado ao ver criancinhas dançando e repetindo gestos que soam vulgares e ridículos. Triste saber que ocupamos horas do nosso dia discutindo algo totalmente banal e inútil que molda a cabeça de nossas crianças.

Enquanto isso... ai ai ai se perguntarem sobre a nossa colocação mundial no ranking da educação!!!!!



Um comentário:

  1. Questionamentos muito pertinentes querido Flávio!

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Agradeço o seu comentário, é sempre bom exercitarmos a nossa melhor e mais eficiente qualidade: comunicação!
Forte abraço,
Flávio