10 de julho de 2011

Meia noite em Paris

Gosto de assistir a um filme e sair do cinema com a sensação de que fui tirado do 'conforto' mental. Acredito que um dos principais papeis de um bom diretor é o de TRANSCENDER o pensamento medíocre e o senso comum. E isso, o meu preferido diretor Woody Allen conseguiu muito bem com o longa "Meia noite em Paris" (Midnight in Paris, 2011).

Já na primeira cena percebemos a admiração do cineasta pela exuberante Paris.  Somado às ótimas atuações de Owen Wilson e Marion Cotillard, temos então um estupendo momento de beleza cênica e diálogos que parecem ter saído de uma conversa entre Freud e Nietzsche no boteco da esquina - sem aquele caráter profissional. Um filme repleto de referências interessantes e piadas dignas de quem aprecia grandes artistas como Bruñel, Hemingway, Picasso, Dalí etc.

Interessantes o questionamento levantado pelo roteiro de que sempre queremos, e glorificamos, a época anterior do que a presente. Quase sempre estamos nostalgicamente idolatrando o nosso passado e, com isso, mal vivemos o presente e o que ele pode nos oferecer.

Para muitos, deve ter sido um filme comum que elogia exageradamente a cidade de Paris... mas para mim, foi um obra que me fez pensar na importância de viver os momentos diários. A cena final, perfeita, foi capaz de amarrar todos os questionamentos levantados no filme e nos dar a sensação de que sempre há uma luz no final do túnel.

Para o amor não existe meio termo!!!

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Flávio