5 de junho de 2011

Império dos Sentidos


Gosto de me surpreender com a visão de alguns diretores, com a mágica interpretação de certos atores e com a sensibilidade de alguns fotógrafos. Um filme bem produzido usa estes artifícios para atingir nossa alma, despertando algum sentimento e/ou nos tirando do ostracismo mental. Alguns atores nos surpreendem pela verdade com que compõem seus personagens e dão vida, movimentos, pensamentos e intenções.

Quando peguei o DVD do filme japonês "Império dos sentidos" (L'empire des sens, 1976) escrito e dirigido por Nagisa Oshima, não pensei que fosse me incomodar tanto com uma obra de ficção. Aí que mora o perigo! O drama erótico é baseado em história real, ótimo... não vejo nada demais... mas as cenas de sexo, e são a maioria, também são reais. O enredo fala de uma ex-prostituta que envolve-se apaixonadamente com o senhorio da propriedade onde ela é criada. Tudo começa como diversão e vai assumindo ares de intensidade e beirando à inconsequência avassaladora. Uma busca sem limites ao prazer total e absoluto! Prepare-se para cenas de nudez a todo instante e dispa-se de todos seus pudores sexuais.

A mistura de ficção e realidade torna-se uma só, levando-nos a confundir as dimensões e ao mesmo tempo pausar o filme - sim, eu fiz isso por 2 vezes para poder tomar água e espairecer a cabeça - na esperança de que o que eu mais temia não acontecesse, mas aconteceu! Não é o que fato em si que nos choca, mas a forma como ele é narrado e quais artifícios o diretor usa!

Eu sou, assumidamente, medroso quanto se trata de filmes de terror... não é um medo primal, pelo contrário, não consigo me divertir vendo a um filme de terror. E, para mim, cinema tem qeu ser divertido e/ou no mínimo prazeroso. Não gosto de cenas com faca, agulhas, espadas e quaisquer instrumentos usados para tortura. Império dos sentidos não tem NADA de terror, mas mexe profundamente com nossos sentidos, gerando um certo desconforto. 

Se você tiver coragem, e nervos fortes, sugiro assistir a este filme sem nenhuma criança por perto... nem mesmo aquele seu amigo descontrolado deve assisti-lo... vai saber! Bom divertimento... e depois não diga que eu não avisei! Mas que é um filme intenso, isso é!

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Flávio