17 de abril de 2011

A educação de um povo


Eu, estupefato, diante da beleza de um Van Gogh - no MoMA de New York

Todo mundo tem um hobby - presumo, claro - e eu não fujo à regra. Na verdade, tenho vários... mas o que nos interessa agora é o VIAJAR! Estou falando de viagens geográficas e intercontinentais, porque das etéreas e mentais seja com ou sem vontade, todos nós fazemos diariamente. Certo?!

Gosto do antes, do durante e do depois... preparar a mala, ler sobre o lugar, entender os costumes etc... o choque cultural é algo que me fascina. Cito choque como algo total e completamente positivo. Têm pessoas que abominam o novo, eu sou o oposto - em se falando de viagens, principalmente! Acho que só crescemos quando nos abrimos ao novo. Se vamos aceitá-lo ou não é outra história!

Tenho experiências engraçadíssimas (e ao mesmo tempo trágicas) de muitas viagens, e a maioria delas envolve "brasileiros". Sério, não se trata de preconceito ou qualquer tipo de depreciação, não mesmo! São histórias reais...

Uma delas foi em New York, alfândega do aeroporto JFK, um casal de brasileiros e seus 3 filhos estavam na fila enquanto o marido tirou a camiseta TOTALMENTE do corpo e começou a passar um desodorante roll on nas axilas, enquanto comentava com a esposa: "Não vai dar tempo de tomar banho, amor...". Nem preciso dizer que o agente alfandegário aproximou-se dele em questão de segundos e pediu, educadamente em inglês, para acompanhá-lo. Ele retruca para a esposa: "Amor, o que ele quer?". Bom, nem vou continuar...

O legal de viajar é experimentar comidas e sabores distintos dos quais estamos acostumados a provar no nosso dia a dia. É um mimo necessário que temos que nos proporcionar sempre que estamos fora. Um restaurante francês INESQUECÍVEL que conhecí em NY é o Le Train Bleu na 3rd Avenue. Inesquecível não só pela localização - é um vagão do trem do Expresso Oriente suspenso - dentro da Bloomingdales.
Novamente, na fila de espera, chegam duas senhoras brasileiras e bem distintas conversando em alto e bom tom sobre compras 'baratas'. Ficam logo atrás de mim. Uma diz, sussurando, para a outra: "Eu não falo inglês nem francês, nem você fala. Como vamos nos virar aqui?" A outra dando um gargalhada altíssima, responde: "Ah, meu amor, a língua do dinheiro todo mundo fala!". Confesso que na hora achei engraçado, mas no fundo pensei comigo... dinheiro compra muita coisa, menos educação, princípios, valores e sentimentos verdadeiros. Valores como estes, até um analfabeto do interior do país pode ter de sobra. Não depende de dinheiro algum, nem de status!

Algumas pessoas, mesmo tendo muito dinheiro disponível para gastar, deveriam antes REpensar, REnovar e REvalorizar suas vidas antes de embarcar numa viagem fora de seus países.

É divertido, mas é mais trágico do que cômico!

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Flávio