19 de setembro de 2010

Chico, Lar e outras viagens


A onda agora é filme espírita. Não apenas filmes de fantasmas, mas filmes de pessoas que afirmam se comunicar com os mortos. Assisti a Chico Xavier e a Nosso Lar, ambos defendem a mesma teoria: mortos podem comunicar com os vivos através de humanos com habilidades especiais, isto é, os chamados médiuns. Por serem obras nacionais - ainda que tenha investimento e patrocínio estrangeiro - merecem o nosso apoio. Penso que é melhor termos filmes com ideologias religiosas do que a pornografia existente no nosso passado cinematográfico.

Penso que as pessoas sabem como enganarem as outras, sabem como interpretar o papel de quem engana (mágico, mago, ator etc) e muitas pessoas têm uma necessidade mórbida de serem enganadas. Um mágico nunca trabalha sozinho, ele precisa de plateia. Esta interação é que faz com que outras pessoas sejam "convencidas" ao que até então jamais foi comprovado pela ciência.

Acho interessante observar que os chamados espíritos só se comunicam quando querem e com algumas pessoas, como se fosse por meritocracia. Livros são editados, cartas são piscografadas, mensagens são passadas, mas os problemas terrenos continuam sem nenhuma alteração. Quem já perdeu um ente querido sabe a grande dor que instala em nosso peito. Quando estamos assim, fragilizados, qualquer pessoa que se aproxima e nos apresenta uma receita para amenizar o sofrimento, terá nossa atenção. No fundo estamos tentando adquirir poderes especiais para controlar a nossa vida amorosa, afetiva, financeira e pessoal. O espiritismo oferece essa possibilidade quando apresenta os seus 'poderes' paranormais.

O ônus da prova não é de quem duvida e sim de quem apresenta uma situação como verdadeira. Portanto... não acredito em nada, até que me provem o contrário. E para aqueles que insistem e querem pensar cientificamente e ter uma mente mais distante das lorotas que nos são contadas, sugiro pesquisar e ler as obras de James Randi... a partir dele, podemos ter uma discussão no mínino interessante!

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Flávio