17 de julho de 2010

Vida genérica, mundo cópia



Impossível hoje em dia ter uma coisa, seja ela qual for, que não tenha sido copiada, falsificada ou "generizada". O conceito de original e genuíno fica cada dia mais distante. Lembro de uma cena engraçadíssima que vivi 2 anos atrás quando eu estava saindo do Vaticano (Roma), tinha acabado de assistir à missa com o Papa (mesmo não sendo tão fervorosamente católico eu me emocionei com a aparição dele na janela), e me deparei com dezenas de nigerianos vendendos bolsas Prada, cintos Gucci, sapato Ferragamo etc e uma infinidade de produtos 'importados'. Imaginei várias pessoas que conheço no Brasil que adoram gritar a sete ventos que comprar produtos importados e blá blá blá... mal elas sabem que a origem dos mesmos pode ser europeia sim, mas da porta do Vaticano e das mãos dos nigerianos - não que eu tenha algo contra os patriotas nigerianos, mas ela se destacam na multidão italiana justamente por venderem produtos falsificados. Se este produto estivesse na Daslu, garanto que nem a dodoca patricinha saberia diferenciar do verdadeiro.

Quantas pessoas você conhece que vivem uma vida genérica de sonhos, de trabalho, de namoro, de sexo, de profissão, de desejos...?! Pessoas infelizes e mal humoradas que passam a vida toda no 'genérico' sem nunca terem sorrido com a alma, sem nunca terem amado com o coração e muito menos sem nunca terem vivido visceralmente!!!! Nunca experimentaram uma vida genuína!!!!

Têm amigos genéricos - viciados em nunca serem verdadeiros; Têm chefes genéricos - viciados em agredir, gritar e brigar, sem nunca terem sido líderes; Têm amores genéricos - viciados em sugar, exaurir e tirar toda nossa energia sexo-afetiva; Têm trabalhos genéricos - viciados em nos fazer robôs de produção em série, mas sem nunca nos fazer acordar felizes e contentes com mais um dia laboral, ainda que seja uma segunda fria e chuvosa; Têm genéricos do Iphone - com as mesmas funcionalidades, sem nunca o mesmo estilo; Têm genéricos do Office (Windows) - com o mesmo layout, mas sem as mesmas funcionalidades; Têm genéricos de mulher (travestis) - com o mesmo padrão estético, mas com excessos indesejados; Têm genéricos até deles mesmos.

E você, é genérico em que ou de que? Não adianta fugir, você certamente copia, copiará ou copiou alguma coisa! Ser ou não ser genérico, eis a questão! (Até nesta frase podemos ser genéricos de Shakespeare).


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Flávio