6 de fevereiro de 2010



Uma comédia deliciosamente divertida, recheada de humor inteligente, roteiro com discretíssimas falhas, música saborosa, atores com uma química sem igual - Anna Kendrick, Danny McBride, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, George Clooney. Até este filme eu não via muito talento para o famoso quarentão de Hollywood, mas devo admitir que Clooney se mostra competente ao atuar ao lado de uma atriz carismática e naturalmente sexy. Talvez isso tenha acontecido porque os questionamentos filosóficos e amorosos do personagem sejam os mesmos que Clooney tenha vivido e/ou vive atualmente. Este é o universo de AMOR SEM ESCALAS (up in the air, EUA 2010), longa dirigido por Jason Reitman.
Clooney é então um consultor que tem como função profissional demitir pessoas. Para isso, percorre todo os EUA cumprindo o seu papel com profissionalismo e seriedade. Tudo vai bem até sentir-se ameaçado por uma jovem de 23 anos com ideias arrojadas e dinâmicas para fazer o mesmo trabalho que ele faz, apenas com uma significativa diferença: economia de 85% nos custos para a empresa. O homem sem chão fixo, que passa mais tempo voando do que solo então tem um novo desafio - polir o seu lado humano que outrora tinha sido esquecido.

Um filme contemporâneo, romântico, árduo, doce, divertido, realístico, forte, pueril... foge do previsível - assim como é nossa vida real. Um filme para rir e chorar simultaneamente e para nos deixar nas alturas!

3 de fevereiro de 2010

Ipad e Avatar - pontos convergentes


O Ipad, o novo "brinquedinho" lançado pelo papa da modernidade Steve Jobs, e Avatar, um filme digno de aplausos e um bom exemplo de como a inovação produz riquezas,  são símbolos da evolução tecnológica absoluta. São formas arrebatadoras de ganhar dinheiro utilizando a máquina a nosso favor. São modelos de uma admirável liberdade econômica, onde uma boa liderança aliada a uma excelente comunicação corporativa, permitem o uso do capital privado e da mão de obra de pessoas inovadoras.

Uma pena que ambos produtos sejam originados dos EUA, sempre liderando o mundo capitalista. Digo pena porque o nosso país tem condições - e mentes brilhantes - para criar muito mais, mas falta o estímulo à inovação, ao jovem, às crianças e ao mundo universitário. Nisso, perdemos feio!!!!

Estamos afogados em nosso próprios recursos - sempre tão mal utilizados!

1 de fevereiro de 2010

Nine


Um show de cores, brilho, luzes, fantasia, angústia, medo, paixão, dor, arrependimento... é assim a vida de Guido Contini (Daniel Day-Lewis em uma magnífica interpretação!) narrada com o sabor único das reminiscências de uma criança que se torna um adulto viciado em sexo e cigarro. Um vulcão de ideias pronto a entrar em erupção, mas que se perde em sua solidão doentia.

NINE (Nine, EUA/Itália 2009) é um filme à moda italiana (o tão batido 'italian way of life'), onde a mãe (Sophia Loren, ainda majestosa!) ocupa o papel central na vida do filho que fora educado religiosamente, mas que encontra no sexo, no cigarro e no teatro a sua grande paixão. Retrata o mundo psicológico de um ser angustiado, sofrido, mas que não deixa de ser uma criança. Busca em todas as mulheres que ama, a figura da própria mãe - mais Freudiano impossível! Torna-se cruel quando busca satisfazer seus prazeres carnais.

Um hall de grandes estrelas enche nossos olhos com suas habilidades coreográficas e vocálicas: Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judy Dench, Kate Hudson, Stacy Ferguson.

Certamente o mérito maior vai para a direção de Rob Marshall que conseguiu extrair profunda e majestosamente o melhor de cada ator, de cada gesto e de cada tomada.

Ponto para o cinema musical contemporâeno!