13 de outubro de 2009

Divã





Uma quarentona, Mercedes, descobre que seu marido tem uma amante (ou supõe que tem!) e entra em crise existencial. Esta crise desencadeia diversos comportamentos e situações na vida da protagonista, que na busca do autoconhecimento no divã, embrenha por hilários monólogos e situações dramaticamente divertidas. Questiona sua vida profissional, marital, familiar e sexual. Este questionamento proporciona momentos únicos.

O diretor, José Alvarenga Jr (BRA, 2009),  provou que mesmo com clichês é possível fazer um longa engraçado e bem-humorado, que nos faz rir e chorar simultaneamente. Fatos comuns, corriqueiros e do nosso dia-a-dia são facilmente transformados em questionamentos maduros, profundos e delicados. O filme, bem montado com suas sequências alternadas cômicas, consegue nos fazer rir de tanto chorar e chorar de tanto rir. Frases de efeito e diálogos inteligentes fazem desta comédia um destaque na categoria. Cena imperdível: Mercedes vai com a melhor amiga numa boate.

Ponto para a excelente atuação de Lilian Cabral e um quase aplauso pelo aperfeiçoamento profissional do então aspirante a ator Reynaldo Gianecchini na sua considerável atuação. Ponto para o cinema nacional, dá para sentir orgulho de ser brasileiro nestas horas.

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Flávio