16 de setembro de 2009

Matemática do diabo



Nas andanças atrás de satisfazer um vício pessoal incorrigível - filmes - achei um que parecia ser insosso e totalmente 'mamão com açúcar' chamado "Matemática do diabo'. Ao ler o título pensei que se tratava de um elaborado e inteligente filme de terror moderno, mas lendo os créditos percebi que era produzido por Dustin Hoffman - não tem como ignorar esmero talento, pensei. Enganei-me duplamente ao pensar que poderia ser um filme de terror e ao imaginá-lo insosso.

A temática 'nazismo' é uma das mais exaustivamente abordadas no cinema, de forma que é quase sempre cansativo quando o enredo mostra a massacrante suástica. Neste segmento, algumas películas cumprem um papel histórico interessante - quase todas dizem ser baseadas em fatos reais - mas a maioria usa da imaginação livre para REcriar aquele tempo de dor, sofrimento e desvario humano.

Em "Matemática do diabo" (The devil's arithmetic, EUA 1999), Hannah (Dunst) é transportada magicamente para o mundo dos judeus que são levados a um campo de extermínio nazista. Ela testemunha os horrores sofridos por muitos judeus daquela triste época e entende a dor que seu povo teve que suportar no passado. Começa a valorizar a sua vida atual - até então totalmente desinteressada pela cultura e costumes de seu povo. Ela participava dos rituais familiares com desânimo e não se interessava por nada a respeito da história de seus pais e de seu povo. Excelente interpretação dramática das iniciantes Kirsten Dunst e Brittany Murphy, cenas emocionantes e extremamente bem filmadas, sem parecerem forçadas. Um final digno de admiração, como todo filme americano sobre os horrores da guerra. A obra é uma adaptação do romance homônio de Jane Yolen, e foi produzido por Dustin Hoffman e pela atriz Mimi Rogers.

Vale a pena, inquestionavelmente!


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Flávio