1 de agosto de 2009

Antes que termine o dia



Sabe aqueles dias que você está afim de ficar largado no sofá assistindo a um filminho 'mamão com açúcar' que não te faça pensar muito nem tampouco tirar o seu conforto mental? Pois é... foi justamente neste momento que cai na armadilha ao pegar na minha pilha de DVDs uma comédia romântica, a princípio sem compromisso, chamada Antes que termine o dia (If only, EUA/Inglaterra, 2004). De edredon a postos, sofá, travesseiro, frio e chuva - ultimamente só tem feito este clima em São Paulo - e uma vontade tremenda de ficar hibernando, lá fui eu.


Doce ilusão alimentei por alguns instantes. O filme eu considero uma obra-prima por diversos motivos. Um deles é que eu pude ver Londres e vários lugares por onde tive a oportunidade de conhecer. A sensação de ter visto pessoalmente um lugar que vemos na TV é sempre prazerosa. Outro foi que desandei a chorar em determinadas cenas e não parava mais - acho que cada filme nos fala intimamente em determinada fase de nossas vidas.

O enredo parece banal e corriqueiro: uma moça americana que namora um inglês, ambos bonitos e profissionalmente bem estabelecidos, têm seus dilemas na vida amorosa. Ela o ama acima de qualquer coisa, mas ele vive para o trabalho e nem sequer lembra de datas importantes na vida de sua namorada. Após terminarem o namoro, um acidente muda completamente a vida de ambos. Este acidente muda muito coisa, mas algumas nem sempre podem ser alteradas.
Não quero falar muito para não estragar a surpresa de quem assistirá ao filme, mas já adianto que as cenas são emocionantes, surpreendentes e deliciosas de serem vistas. Uma curiosidade interessante: o personagem Ian (inglês) é o que mais chora no filme, atitude esta que hoje é mais delegada para a figura feminina.
Terminei de assistir ao filme, depois de me esbaldar em lágrimas, com a deliciosa sensação de que podemos sim nos pequenos gestos diários, fazer com que nossa vida tome sentido, principalmente para com a pessoa que amamos - ou pensamos que não amamos. Vale cada minuto e cada segundo assistido... recomendo para aqueles que têm dificuldade em perceber o que realmente a vida tem de bom.

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Flávio