31 de agosto de 2009

Puma inova



Qual o limite da criatividade humana? Qual a diferença entre ser criativo e repaginar? Uma coisa é certa, sempre desenvolvemos eficientes soluções nos momentos mais críticos, seja na vida pessoal, profissional ou afetiva.

Fiquei admirado diante da solução criativa e moderna, encontrada pela Puma, em fazer seu marketing e sua propaganda de maneira um tanto quanto 'itinerante'. Os tênis ficam expostos em prateleiras dentro de uma de uma van com as laterais em acrílico transparente, de forma que todas as pessoas conseguem visualizar o produto de forma milimetricamente arrumada e esteticamente chamativa. Tudo com o design característico da Puma e com uma excelente combinação de cores. Ótima solução para a probição atual nas propagandas e outdoors externos às lojas. As pessoas olhavam, entreolhavam, olhavam novamente... Ninguém conseguia ficar imune à novidade.

Consegui tirar uma fotografia (celular com câmera nesta hora faz milagre), mas o efeito ao vivo é inquestionavelmente inovador, único. Aplausos!

26 de agosto de 2009

Twittando




Um parâmetro atual que nos faz sentir 'velhos' e/ou 'ultrapassados' é a tecnologia. Ela tornou-se uma mediadora de nossa capacidade cognitiva diante do turbilhão de novidades que nos é despejado diariamente. A mais nova onda é o Twitter. Não é fácil defini-lo, mas é delicioso usá-lo. É uma mistura de orkut com agenda com diário, mas com um diferencial altamente positivo: cada post não pode ultrapassar 140 caracteres. Excelente ideia! Assim não entupimos o cyber espaço com tanta lorota e podemos, por exemplo, postar: "Dia de sol alegre e brilhante, vou bater perna, tomar suco e curtir o doce far niente". Vale postar tudo, desde que seja algo seu, e claro, bom senso cabe em qualquer lugar!


A função principal do site é permitir seguir uma pessoa que você gosta. Alguns artistas usam para se promover, vender, exibir etc. Cada um utiliza o Twitter com o seu toque pessoal. Pode-se até personalizar o layout da página, mas no geral é tudo muito padronizado. Cabe pessoa tem o seu endereço no site, geralmente começa pelo arroba @ e seguido pelo nome, é quase uma norma.


Outro dia dei altas risadas ao saber que a @ivetesangalo ficou frustrada ao saber que o perfil que ela seguia da Fernanda Young era falso. Fiquei pensando no quanto este mundo é maluco. Uma pessoa é capaz de criar um alterego falso, gastar um tempo escrevendo e criando um perfil para poder se passar por outra para pode atrair outras pessoas...


Os perfis que mais divirto seguindo são: @santoEvandro e @ivetesangalo, pois são recheados de bom humor, palavras otimistas e cumprem o papel 'social' que exercem na mídia. Tenho até @Hebe_Camargo, mas vai saber se é verdadeiro... @xuxameneghel ontem xingou os fãs porque alguns criticaram a Sasha que cometeu um erro gramatical ao escrever a palavra 'cena' com S, deu maior barraco... @marcelotas sei que é verdadeiro e admiro o trabalho do cara, este é intrínseco às novas mídias... @lulusuperpop é de dar inveja, hoje está em Paris e fica postando fotos tiradas na hora... pode isso? E por ai vai.


Você não entendeu nada do que eu disse? Chiiiii... Sinto muito, você está bem fora da realidade, melhor se atualizar ou vão te chamar de 'velho'!


Ah! e para quem quer me add, eu sou @flavio2207, vamos que vamos!

19 de agosto de 2009

Sugar Blues




Alguns me conhecem e sabem que sou vegetariano a mais de 10 anos, outros nem fazem ideia - na verdade eu procuro não divulgar isso quase nunca, não gosto de atrapalhar o estilo de vida das pessoas, cada um tem o seu tempo e o seu processo evolutivo e tem direito de escolher levar a vida que quiser, sendo ou não onívoro.


Depois de aprender a ficar anos e anos sem me alimentar de nenhum tipo de animal 'morto' (desculpem-me pela ironia!), quero sempre aperfeiçoar meus hábitos alimentares... e num destes papos descontraídos entre amigos, chegou até mim o livro SUGAR BLUES (Editora Ground, 1975) escrito por William Dufty. Ele compara o açúcar à heróina, pois ambos passam pelo mesmo processo de refinamento químico para se chegar à cor e aparência tão 'pura'! Seu livro faz denúncias gravíssimas e agora entendo o porquê de seu livro deixar de ser publicado desde 1975.


Como o ópio, a morfina e a heroína, o açúcar é uma droga destrutiva, formadora de hábito entre a população mundial e está mais arraigada em nossos hábitos alimentares do que imaginamos. Quase nada do que a indústria produz está livre de sacarose hoje em dia. Até no pão tem açúcar! E nunca tivemos uma população mundial tão doente de diabetes, coração, pele, fígado...

O açúcar comercial nada mais é do que um concentrado de ácido cristalizado.


Não é fácil! Eu adoro doces, vez ou outra tenho rompantes e ataco um chocolate, um bombom, um bolo... nao sou totalmente dependente, mas sou um consumidor 'abduzido'. Chá eu já tomo sem açúcar, refrigerante eu abomino, agora falta o cafezinho (que raramente tomo) e o suco... e por ai vou começar outra reeducação alimentar, equivalente à que comecei 10 anos atrás quando me alimentava de carnes.


Termino com um trecho interessante tirado do livro:


Em 1897 Freud escreveu: "... está claro para mim que a masturbação é o maior dos hábitos, 'vício primal', e que é apenas em forma de substituição e reposição que os outros vícios - álcool, morfina, tabaco etc - vêm a existir". Ele não menciona cocaína e açúcar; era viciado em ambos.

Para quem quiser a versão digital em PDF, já que o livro só pode ser comprado em sebos, é fácil encontrá-lo pela internet.
Já vou logo adiantando, depois de ler este livro você não conseguirá colocar uma colher de açúcar na boca sem ficar 'preocupado'!
Boa leitura e ótima reeducação alimentar!

13 de agosto de 2009

Você é IN ou OUT?



Numa brincadeira descontraída sempre acontecem frases e motes engraçados. Duas amigas conversavam e uma delas argumentava sobre uma modesta 'reforminha' que iria fazer: instalar o seu Home Theater. Calma... Não pense que ela comprou o aparelho e estava diante da caixa para começar a odisseia! Nada disso! Ela, chique, contratou uma decoradora para desenhar, estudar e instalar o aparelhinho desejado. Assim que a profissional entrou na casa e começou seus estudos arquitetônicos decorativos, olhou para uma parede em textura azul e vociferou:

- Nãooooo, tire isso o mais breve possível. Parede texturizada está OUT, querida!!!! Eu me recuso a instalar o Home aqui... OUT!

Pronto, está instalada a brincadeira do IN e do OUT. Agora para qualquer coisa que um gosta e outro não gosta, se tornou OUT ou IN, dependendo da situação!

Depois de muitas gargalhadas e macaquices da turminha ditadora de tendências do mundo moderno fashion e contemporâneo, resolvi criar uma lista - com a ajuda deles, deixo bem claro! - do que HOJE está DENTRO e do que está FORA de uso/moda. Confesso que foi divertido, apesar de no início a lista do OUT disparar na frente do IN. Isso só prova que nós, seres considerados humanos, temos mais facilidade em apontar os 'erros' do que identificar os 'acertos'. Interessante... Pensei.


IN:
  • Transporte público
  • Almoço em família
  • Ter um amigo vegetariano
  • Reciclar e reutilizar
  • Simplicidade
  • Trabalhos voluntários
  • Religiosidade
  • Mente aberta
  • Passear no parque
  • Tomar banho de balde (bebês)
  • Unha francesinha
  • Produtos orgânicos
  • Contratar uma decoradora
  • Rir
  • Açúcar mascavo
  • Amar
  • Sonhar
  • Entender a pessoa como ela é
  • Tomar chá branco
  • Iphone
  • Notebook
  • Água
  • Personal Trainning
  • Alimentação saudável
  • Subir escadas
  • Celular no vibra-call
  • Twitter


OUT:

  • Pirataria
  • Parede texturizada
  • Vidro jateado
  • Blusa de oncinha decotada
  • Repetir frases feitas
  • Acreditar que existem príncipes encantados
  • Falar ao celular enquanto dirige
  • Fumar
  • Beber e dirigir
  • Andar de carro para todo lugar
  • Toque de celular esdrúxulo
  • Consumismo em shopping
  • Tomar coca-cola
  • Visual carregado
  • Ser negativo
  • Fanatismo religioso
  • Radicalismo
  • Fritura
  • Fila
  • Ser ranzinza
  • Pintar unha do pé
  • Conta bancária negativa
  • Açúcar refinado
  • Desktop
  • Academia lotada
  • Falar ao celular no elevador
  • Orkut

E você, tem alguma coisa IN ou OUT que quer compartilhar com a nossa lista? Mande para mim flavicsil@gmail.com
Ah, quase esqueci... Usar termos em inglês (IN / OUT) está OUT... !

6 de agosto de 2009

Um beijo roubado



Um dono de um café restaurante, agitado, dinâmico e bonito, conhece as pessoas pelo tipo de comida que elas pedem e não pelo seus nomes. Uma mulher sensível, bonita, intensa, mas que sofre por ter sido trocada por outra mulher. Ela vai até o café na intenção de encontrar o seu ex-namorado. Ela e o dono do café têm algo em comum. O que seria?!


Assim é UM BEIJO ROUBADO (My Blueberry Nights, Hong Kong / China / França, 2007) do diretor Wong Kar-Wai. Atores de peso, tais como Rachel Weisz, Jude Law, Natalie Portman e Norah Jones (famosa cantora americana, ganhadora de inúmeros prêmios musicais). Feito de cores, nuances, movimentos e brilhos humanos. Pequenos gestos e grandes atitudes dão o toque masjestoso e poético nas cenas slow motion que representam grande parte da película. O enredo em si não traz grandes novidades nem inovações, mas é justamente isso que faz deste filme uma obra admirável. Sem presunção o filme é capaz de nos atingir em cheio, com sua simplicidade mesclada à magnífica intrepretação dos atores. Um filme singelo, doce, profundo e equilibrado. Fala de pessoas e suas buscas, seus traumas, dores e amores, sem tanta confusão, nem violência, nem situações exageradamente incomuns. Tudo é feito de forma real e humana, bem próxima do dia-a-dia de uma pessoa comum - ainda que, como já disse o poeta: "de perto ninguém é normal". Afinal de contas, a normalidade é uma conceito ultra relativo. Tudo depende do ângulo analisado e de quem analisou.

4 de agosto de 2009

Infância Roubada



Todos nós, seres humanos adultos, já tivemos uma infância. Uma época mágica de sonhos, imaginação, fantasias e despreocupação com as inevitáveis responsabilidade da vida adulta. Sim, este tempo é inquestionavelmente o melhor de nossas vidas. Salvo algumas exceções. Nem quero entrar no mérito das agressões contra crianças.

Imagine um bebê, com alguns meses de vida, no banco traseiro de um carro dirigido por sua mãe que é baleada ao abrir o portão da garagem para entrar em casa. O ladrão rouba o carro e foge sem perceber a presença do bebê, e só percebe ao ouvi-lo chorar, provavelmente de fome, depois de muitos quilômetros adiante. O mais interesse é ver a ignorância do ladrão aos necessários cuidados infantis, uma vez que ele próprio fugiu de casa quando era criança por ter visto e sofrido agressão por parte do pai que o impedia de tocar a mãe moribunda na cama. Cresceu e viveu nas ruas, sob a lei dos sem-tetos e dos sem-medo. Aprendeu a sobreviver e tornou-se um líder de gangue que rouba, mata e assalta para sobreviver. Neste dilema, entre cuidar do bebê sequestrado ao acaso e continuar vivendo sua vida de bandido é que se desenvolve o interessantíssimo enredo do filme Infância roubaba (Tsotsi*, África do Sul / Inglaterra, 2005) ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 2006. Acaba convencendo uma moradora da favela, Miriam, para amamentar o seu 'filho'. Deste conviívio forçado surgem cenas de muita tensão e potencialmente ricas em semânticas sócio-políticas.

Este belíssimo filme, com uma fotografia digna de admiração e ótimas tomadas externas - já que usa pouquíssimos recursos de estúdio - nos faz pensar no dilema entre ser bom e ser mal, e o que nos leva a ser cada um destes extremos. Articula que somos uma consequência daquilo que passamos em nossa infância. O título traduzido foi muito bem utilizado, pois traz uma ambiguidade da infância ao determiná-la como 'roubada'. Tanto o bebê foi roubado como a infância do protagonista foi roubada, dentro do enredo apresentado.

Dispa-se de todos os conceitos audiovisuais pré-estabelecidos e mergulhe-se numa obra digna de admiração!


* Na gíria urbana de Johannesburg a palavra "tsotsi" significa assassino.

1 de agosto de 2009

Antes que termine o dia



Sabe aqueles dias que você está afim de ficar largado no sofá assistindo a um filminho 'mamão com açúcar' que não te faça pensar muito nem tampouco tirar o seu conforto mental? Pois é... foi justamente neste momento que cai na armadilha ao pegar na minha pilha de DVDs uma comédia romântica, a princípio sem compromisso, chamada Antes que termine o dia (If only, EUA/Inglaterra, 2004). De edredon a postos, sofá, travesseiro, frio e chuva - ultimamente só tem feito este clima em São Paulo - e uma vontade tremenda de ficar hibernando, lá fui eu.


Doce ilusão alimentei por alguns instantes. O filme eu considero uma obra-prima por diversos motivos. Um deles é que eu pude ver Londres e vários lugares por onde tive a oportunidade de conhecer. A sensação de ter visto pessoalmente um lugar que vemos na TV é sempre prazerosa. Outro foi que desandei a chorar em determinadas cenas e não parava mais - acho que cada filme nos fala intimamente em determinada fase de nossas vidas.

O enredo parece banal e corriqueiro: uma moça americana que namora um inglês, ambos bonitos e profissionalmente bem estabelecidos, têm seus dilemas na vida amorosa. Ela o ama acima de qualquer coisa, mas ele vive para o trabalho e nem sequer lembra de datas importantes na vida de sua namorada. Após terminarem o namoro, um acidente muda completamente a vida de ambos. Este acidente muda muito coisa, mas algumas nem sempre podem ser alteradas.
Não quero falar muito para não estragar a surpresa de quem assistirá ao filme, mas já adianto que as cenas são emocionantes, surpreendentes e deliciosas de serem vistas. Uma curiosidade interessante: o personagem Ian (inglês) é o que mais chora no filme, atitude esta que hoje é mais delegada para a figura feminina.
Terminei de assistir ao filme, depois de me esbaldar em lágrimas, com a deliciosa sensação de que podemos sim nos pequenos gestos diários, fazer com que nossa vida tome sentido, principalmente para com a pessoa que amamos - ou pensamos que não amamos. Vale cada minuto e cada segundo assistido... recomendo para aqueles que têm dificuldade em perceber o que realmente a vida tem de bom.