16 de julho de 2009

Mulher, trabalho e submissão




Uma amiga me contou uma história interessante: ela tem uma amiga que é casada e tem um filho de 7 anos. Depois de muitos anos ocupando o perfil de "Amélia", ela resolveu trabalhar e foi à luta. Depois de um mês inteiro de correria, suor, stress, cobrança etc, ela recebeu o seu primeiro salário. Toda feliz, imagino, pegou o cheque - fruto de seu esforço - e deu nas mãos de seu marido para ele descontar. Boooommmmmmm... Era uma vez um salário! Ela nunca mais viu a cor nem o cheiro do dinheiro.

Minha amiga - a que me contou esta história - ficou chocada com a atitude de sua amiga e deu uma bronca nela. Eu, na condição de estranho na história, fiquei perplexo em saber que em pleno século 21, onde as mulheres brigam bravamente por direitos e igualdades, ainda existem mulheres ingênuas e submissas aos controles machistas. Não é um controle declarado - talvez por isso eu o ache mais maligno - é um controle que o homem exerce parecendo 'amor' para com sua mulher. É algo do tipo: "Querida, te amo e quero ter mais um filho com você" que equivale a "Querida, quem manda sou eu e quero que você fique mais alguns anos presa em casa". Este complexo mecanismo opressor x oprimido está cada vez mais sofisticado, e quando menos esperamos, ele dá as caras em nossa própria vida.

Acredito que somos seres diferentes, homens e mulheres, que ocupamos papeis diferentes - isto é um fato inquestionável! A problemática não está em sermos apenas diferentes, mas em sim sermos submissos. Um homem não é capaz de gerar um filho em sua barriga e uma mulher não é capaz de gerá-lo sozinho sem a contribuição masculina - pelo menos até onde a ciência afirma. Ser diferente não é sinônimo de ser inferior. E quem se acha superior em alguma coisa, ou cai na tentação de achá-lo, deve lembrar que a morte unifica qualquer suposto sentimento de superioridade. Somos falíveis, mortais, imperfeitos... Humanos. Desta fatalidade ninguém escapará.

Como disse uma amiga minha no seu twitter: "não somos seres humanos numa jornada espiritual. Somos seres espirituais numa jornada humana". Podemos aprender com cada pessoa ao nosso lado, com cada fato que nos acontecer ou simplesmente podemos nos fechar em nossa concha de egoísmo. É uma escolha, sempre! Crescer doi - é um processo corajoso.

Mata-se muito mais em nome do "amor" do que do ódio...

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Flávio