2 de junho de 2009

Viciados em estresse




Fico pensando no que (des) motiva alguém no ambiente de trabalho. Quando começamos um trabalho novo, tudo é festa, é motivador, é desafiador, até que o tempo vai sorrateiramente esgotando nossa reserva energética de ânimo, coragem, força e vitalidade. E bummmm... lá vem o famigerado estresse! Ai tudo é desonestamente explicado por ele. Está espirrando: é estresse! Está com olheiras: é estresse (ainda que tenha passado a noite na farra e na bebedeira!)! Está irritado: é estresse (ainda que seja mau humor crônico)! E inicia-se um ciclo infindável e vicioso. Uma verdadeira aspiral de lamentações e autopunições.

Os americanos, sempre eles, fizeram uma recente pesquisa com milhares de pessoas, e chegaram à conclusão (óbvia!) de que não é a carga horária de trabalho que nos cansa, produz doença ou nos estressa. A origem de todos estes males seria o modo como nos relacionamos no trabalho.

Aquele que é viciado em trabalhar, muitas vezes não gosta do que faz e acaba se escondendo e ‘descontando’ as suas neuroses no próprio trabalho. Trabalha, trabalha, trabalha, para assim não sobrar tempo para pensar em sua vida insossa, fútil e deficiente.
Aquele que é apaixonado pelo trabalho, trabalha, trabalha tanto quanto aquele que é viciado, mas não se cansa nem tampouco fica doente ou ‘estressado’.

A diferença não estaria na carga horária, mas sim no modo de ‘ver’ e assimilar o seu relacionamento com o trabalho. Ai aparece o nosso ‘bode expiatório’ chamado estresse. Na verdade o que nos estressa não é o trabalho em si, mas a forma como nos estressamos com alguma coisa (ou pessoa!) que nos apegamos como pretexto para não enxergarmos a forma como estamos levando a nossa vidinha sem graça.


E viva o trabalho dos apaixonados e ‘out’ para o trabalho dos viciados!


Estresse cansa!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço o seu comentário, é sempre bom exercitarmos a nossa melhor e mais eficiente qualidade: comunicação!
Forte abraço,
Flávio