12 de junho de 2009

Senhor do anos




O tempo é um senhor impiedoso que nos dá sabedoria, mas nos tira a vivacidade e o frescor da juventude. Você pode concordar ou discordar disso. Se concordar, acredito que você tenha mais de 30 anos, se discordar é o inverso.

Quando jovem aproximamos de um precipício e ainda nos divertimos com isso, sem medo algum! É uma aventura brincar com o perigo.

Quando maduros, não aproximamos tão facilmente do precipício porque temos certo receio que estando à margem, uma rajada de vento pode nos empurrar... não temos a mesma capacidade de nos recuperar após uma queda. Cada tombo nos pesa mais e exige mais energia para nos recuperarmos. Não podemos contar com a sorte do momento.

Se passarmos uma noite toda bebendo ou nos divertindo, certamente teremos uma dívida póstuma a ser paga durante a semana inteira – o corpo cobra.

E olha que este perigo que menciono é apenas conotativo!

A minha teoria, altamente pessoal, é a de que após os 30 anos tudo muda (e olha que isso é científico!) e o nosso corpo/mente começa um processo de reversão que não pode ser estopado. Começa-se com uma dorzinha de cabeça, uma dorzinha no corpo, a pele cansada e opaca, uma olheirazinha depois de uma noite mal dormida, um cabelo seco sem vida, um acúmulo depressivo de gordura lateral – a chamada ‘pochete’ e por ai vai... vai sem dó.

Posso parecer pessimista ao dizer isso, no fundo afirmo que não o sou, mas fico aqui me perguntando... o que a maturidade REALMENTE pode nos trazer de melhor além da experiência de vida e um certo apuro técnico em nosso GPS pessoal? O que você acha?

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Flávio