7 de junho de 2009

Amor orgânico




Não amamos quem a gente ama o tempo todo. Quase sempre há 'breaks', pausas e preguiças de amar. Acontece de passar um tempo sem a gente amar quem a gente ama, sim acontece! Agora, se acontece um perigo, uma doença, uma paquera, ai a gente desperta de novo o amor de quem a gente ama, como quando cochilamos num filme chato e acordamos assustados.


Às vezes quem a gente ama faz uma coisa que não é legal, que deixa a gente irritado, nervoso, contrariado. Um jeito de falar (ou não falar) pode desencadear um rancor grande!


A gente pode esquecer a data do aniversário de namoro, esquecer de ligar várias vezes ao dia, esquecer de falar 'bom dia', esquecer de dizer 'eu te amo' (ainda que com gestos!)... ai começamos a calcular mental e psicologicamente que estamos amando mais do que sendo amados. Tem hora que não queremos falar, nem responder, nem discutir, muito menos argumentar. Pronto! Começam as complicações, as picuinhas, as infantilidades e retrocessos traumáticos! Existe uma cobrança para amar quem a gente ama sem descanso. É difícil manter a corrente do amor horizontal e esticadinha, mas numa destas paradas para tomar água, depois de tanto esforço, é que passa um bandido ou uma bandida e nos riscam o peito no momento mais frágil! Deixam a paisagem árida e voam como pássaros. Não é falta de amor!


Em alguns momentos, quando estamos super sensíveis, a gente precisa de mais amor, mais carinho, mais cuidado, mais atenção, e não recebe. Como reposta a gente recua, afasta, some, esconde, entra no claustro onírico e não mais quer sair. Queremos uma mão que nos resgate, nos ofereça apoio, compreensão, entendimento... mas ela não vem! Sentimos falta de um amor orgânico, que nos ame sem agrotóxicos, nem nos coloque em situação de decomposição.


Nestas horas, a gente pesa o amor que a gente sente...!

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Flávio