31 de maio de 2009

Pressentimento




O áspero cheiro da dor
Invade meu coração
Os olhos nadam por sobre
Pesadas lágrimas inconsoláveis

A razão busca sustento
Nas grades da paixão repentina
A solidão cresce
Regada pela dor da sua ausência

O coração acorda morto
Pela noite, vivo sua regeneração
A alma levanta pura e solene
O corpo segue seu curso triste e adormecido

O suor invade meu peito
A luz do sol queima meu semblante
Mas incapaz de iluminar tampouco
Minha escura e fria solidão

Almejo passos a seu lado
Beijos estalados
Suores misturados
Sabores compartilhados
Sussurros expirados
Toques marcados
Línguas cruzadas
Almas lacradas
Sangue
Ar
Ah!



Poema criado em 08/08/99

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Flávio