13 de abril de 2009

Vórtice Dor



Eu acordei de um confuso sonho
Você jamais acreditaria
Parecia que sempre estive longe
Tão longe, tão distante, tão afastado
Imagens distorcidas de uma realidade teatral
De duras mentiras, segredos, podridão nematódea
Um castelo de pedras sobre estruturas aeradas
Um universo de colagens monocromáticas
Não pretendia ser outra pessoa
Muito menos outra realidade
Dores heredológicas massacrantes
Uma realidade esquadrinhada pela artimanha
Uma trombeta anuncia a dúvida
Uma dor confirma a intuição
Dissecação mental, autópsia sacramental
Andor, dor, estupor, clamor
- Houve amor?!
Nunca desejei tanto acordar
Ainda trôpego pelo sonho
Aspirei dormir
Retornar
Apagar
Desejar
O ar
13/04/2009

Um comentário:

  1. Querido Flavio!!!

    "Desejar
    O ar"

    Desejas o que existe de mais rico no mundo.
    Continues desejando sempre o AR!!!
    Ar = LIBERDADE!!!
    Parabéns!
    um ABRAÇO
    Cenira

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Agradeço o seu comentário, é sempre bom exercitarmos a nossa melhor e mais eficiente qualidade: comunicação!
Forte abraço,
Flávio