19 de novembro de 2008

O Natal é um estado de espírito?

Para muitas pessoas o Natal representa presentes, alegria, família, amigo-secreto, papai noel, neve, árvores coloridas, decoração nas lojas... etc.
Para tantas outras o Natal simboliza ausência, tristeza, solidão, inimizade, perda, sede, dor, vontade, frio, fome... etc.

Eu mesmo, quando chega o Natal, fico mais contente e alegre porque junto a ele somo tantos outros acontecimentos inspiradores: final de ano na pós-graduação, ano novo, mais um ano com saúde e prosperidade (não esquecendo que este mesmo ano somado cronologicamente me deixa mais experiente) e tantos outros sentimentos agradáveis.

Nesta época, mais do que nas outras, o consumismo nos consome!
Consome nosso tempo, nosso dinheiro, nossa vontade, nossos desejos e nosso equilíbrio mental-financeiro.
É promoção disso, daquilo, e tudo o que precisamos comprar de qualquer jeito, tudo é útil - até encontrarmos, depois de anos, guardado no fundo do armário empoeirado e na embalagem aquele aparelho de ginástica que prometia milagres.
Gastamos mais do que deveríamos, usando como desculpa "É Natal poxa!", quando muito não dizemos "Eu mereço".
Neste ritmo começamos o ano com dívidas e com um sensação de que nada novo aconteceu.

Instala-se o dilema do "prazer x razão". Se bobear a culpa faz moradia, ai as coisas complicam.

Uns pagam o preço, outros pagam as dívidas e outros ambas as coisas.
Junto ao excesso do consumismo, vem uma enxurrada de mensagens para sermos caridosos, doar sem pensar a quem. Nossos anjinhos mentais ficam brigando, o do bem quer doar, o do mal quer gastar.


Esta semana me peguei sorrindo ao ver papai noel no shopping com uma criança no colo tirando uma fotografia. Rapidamente olhei para os lados e me recompus, com a minha maligna consciência me retalhando "Hey, vc não é mais criança, caia na real!". Mas de imediato eu contrapus: "Não me interessa, eu adoro ser criança, gosto de Em busca da Terra do Nunca e adoro O Mágico de Oz!". Não adiantou, ela passou o resto do dia me azucrinando. Chegando em casa fui assistir Friends (diria que é a única série de TV que me consegue fazer rir), mas mesmo assim a bendita me torturou.

Agora proponho um exercício, rápido, durará menos de 1 minuto, prometo! Se você realmente se importa consigo não vai resistir:

Feche os olhos e respire PROFUNDAMENTE e solte o ar LENTAMENTE pelo nariz. A seguir pense na sua infância, na imagem mais antiga que conseguir trazer ao consciente!
Procure lembrar de detalhes como cor, temperatura e sensação.

Qual foi esta imagem e esta lembrança?

Este é você... tudo que for diferente disso, é fruto do mundo que vivemos!

Um comentário:

  1. Meu querido,
    Você me fez sentir um cheiro de manga tirada do pé, uma sensação de pisar no mato seco pelo sol, nadar no açude junto com os patinhos, e o gosto do leite puro tirado da vaca bem cedinho...
    Que viagem, eu morei num sítio quando criança e foram momentos tão felizes e ingênuos que me emocionam. Fazia tempo que eu não me lembrava quem eu era, ou quem eu sou.
    Obrigada pelo flashback.
    Beijoca
    Silvinha de Souza

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Agradeço o seu comentário, é sempre bom exercitarmos a nossa melhor e mais eficiente qualidade: comunicação!
Forte abraço,
Flávio