13 de outubro de 2008

Veia entupida













Da janela frontal um rio preto, sujo, imundo

Água parada, estagnada, estancada
Reflete a luz do Sol tão bem
Mesmo sujo ainda conserva-se brilhante – mera ilusão
Um casal de capivaras nada tranquilamente
- Como a natureza animal se adapta fácil às adversidades!

Carros de um lado, motos de outro

Numa bagunça organizada

Mais poluição, mais gases, mais metano

Vrummmmm... Bibipppp....

- Sai da frente ôh!!!!

E mais um dedo levantado ao ar

Mais poluição, mais gases, mais metano

Agora comportamentais

Marginal


Lata, plástico, papel, alumínio

Fralda, tampas, rótulos, embalagens

Pneus, canudos, copos, sacolas

Periferia de lixo humano

Um colesterol metropolitano

Uma veia entupida

Menos uma para irrigar o coração cosmopolitano

Somos vermes, germes, bactérias, vírus

Poluímos o corpo em que vivemos

Destruímos o corpo que nos alimenta

Contaminamos nossa fonte de vida


Triste, fico triste


Para onde vai a nossa identidade imunda?

Ar, terra, água – nada nos escapa

Somos eficientes na destruição

Dementes na conservação


Triste



(“Dedicado” à Marginal Pinheiros – 13/10/2008)

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