15 de agosto de 2008

Yôga além do óbvio









Foto: autoretrato Flávio Vicente 2008







Yôga significa religar. É uma filosofia Indiana que propõe a conquista de uma vida plena, através da união do homem com sua essência. Nos ensina também, a pensar com o corpo, facilitando a compreensão de que corpo e mente são elementos conectados e que fazem parte de um todo. O Yôga pode trazer mais atitude, serenidade e disposição para sua vida. Existem diversos ramos, ou técnicas Yogis. Algumas se utilizam apenas de meditação, outras somente de mantras, almejando essa transcendência.

Yôga para todos
Yôga é para todas as pessoas, independentemente de sexo, idade, credo e costumes (há quem faça restrições para crianças com menos de 12 anos). Alguns costumam perguntar se, para praticar Yôga, é preciso tornar-se vegetariano, parar de consumir álcool ou ser ativista ambiental. Nada disso. Com a prática contínua, acontece naturalmente de as pessoas acabarem cuidando bem mais da saúde física e mental do que de costume.


Refinando a percepção
De acordo com o Yôga clássico, o caminho mais fácil para alcançar a consciência plena é partir dos aspectos visíveis e palpáveis, como o corpo, em direção aos mais sutis, como a respiração e a mente. Por isso, existem as práticas de asana - pronuncia-se "ássana", e são as posturas de Yôga - que nos ajudam a desenvolver mais consciência corporal. A idéia é que o praticante passe também a perceber a conexão que existe entre corpo e mente, descobrindo que as posturas provocam um efeito nas nossas emoções e no fluxo de pensamentos. Com o refinamento dessa percepção, o praticante é levado a entender o inverso: nossos estados mentais influenciam a saúde do corpo. Um momento de raiva pode gerar contração muscular, o nervosismo pode acarretar uma doença, o medo pode dar frio na barriga, a excitação, deixar o corpo alerta demais e assim por diante. Com mais consciência do corpo, ganhamos também maior consciência sobre nossos estados mentais.



Segundo o Yôga, a principal causa de sofrimento é a falta de percepção da realidade, a ignorância da verdadeira natureza humana. Há ainda outras quatro causas do sofrimento: o egocentrismo, o apego às coisas que dão prazer, a aversão sentida aos objetos que causam dor e o apego a vida. A filosofia dos kleshas (sofrimento), que está nos Yôga Sutras de Patanjali, explica que a prática de Yôga serve para eliminar essas tormentas. De que forma? Com a percepção de que todas as manifestações na Terra fazem parte de uma consciência maior, e de que todas as coisas no mundo são passageiras. Assim, pode-se viver com menos apego aos desejos.

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