27 de agosto de 2008

Ora pois... investigação científica!


Uma senhora de média estatura, aparência calma, pacata e com um rosto que nos lembra a figura da vovó "brasileira", mas que no fundo esconde uma personalidade forte, sincera, objetiva e dona de incisivas colocações "européias". Foi assim que eu subjetivei o meu contato com a Filósofa e Professora Dra Ana Luisa Janeiro (Universidade de Lisboa). Impossível não fazer uma leitura contextual de sua vida. O que a levou se interessar pelo Brasil? - fiquei me questionando enquanto a ouvia. Veio ao nosso país mais de vinte vezes. Jornada que iniciou no ano de 1976. Talvez conheça mais o Brasil do que nós brasileiros.



Mesmo com um resfriado adquirido recentemente em visita à Bahia, ela esbanjava um prazer visceral ao falar da educação nos tempos atuais e suas histórias de vida.


Elogiou o fato de nosso país ter muitos profissionais capacitados na educação, mas criticou a discrepância salarial existente entre um professor universitário e um professor de alfabetização.


O tema da palestra era Pesquisa Científica.


O que para nós seria investigação, para os portugueses é pesquisa. E o que para nós é pesquisa, para eles é investigação. Vou explicar melhor: quando falam de estudos científicos, o que para nós é pesquisa científica, para eles é investigação científica. Quando falam de fatos judiciais, o que para nós seria investigação judicial, para eles é pesquisa judicial. Engraçado, mas muito curioso. Palavras iguais usadas em países diferentes e com semânticas tão distintas.


Com vinte e poucos anos lá estava ela indo para Paris estudar Filosofia - comportamento que naquela época era considerado totalmente fora dos padrões. Quando criança, ainda na escola fundamental, sua professora pediu que descrevessem, numa redação, quais alimentos eram consumidos pelas pessoas na Idade Média. Para sua decepção, todos que ela descreveu estavam "errados". A partir deste dia, ela fez uma promessa a si mesma: jamais deixaria de conhecer os hábitos de outros povos, muitos menos os alimentares.


Dentre tantas coisas interessantes ditas por ela, descobrimos que a manga não é genuinamente brasileira. Ela foi trazida da Índia pelos Portugueses e depois levada a Portugal. O caju em Portugal só se comia a castanha. O tatu, para ser descrito aos portugueses, usavam-se mais de sete outros animais como comparação, pois não existia nenhum outro animal igual. Posso dizer que ela nos deu uma aula de hábitos alimentares de vários povos e suas culturas. Tudo isso num clima de descontração natural.


Em pouco menos de duas horas de palestra pude ficar extasiado com tamanha sabedoria e experiência de vida.


Quando deu exatamente uma hora que ela estava palestrando, perguntou-nos as horas. Disse que em Portugal eles foram treinados a dar aulas em exatos 60 minutos, nem mais nem menos. Por esta razão, sempre que chega perto de 1 hora de aula, ela tem este impulso de marcar o tempo. Um hábito adquirido com muito rigor, mas que não deixa de ser engraçado. Afirmou ser apaixonada pelo magistério e não imagina parar de dar aulas. Dar aulas, segundo ela, é um momento único de sincronismo entre aluno / professor sem igual.


Criticou os pais que permitem os filhos, que estudam no período vespertino, dormirem a manhã inteira e só acordarem próximo do horário de irem à escola. Disse ser favorável ao rigor comportamental, em graus proporcionalmente diferenciados, mesmo com as crianças. Colocar um limite para acordar e ter sempre tarefas escolares a fazer é algo necessariamente positivo à educação infantil - afirmou ela. A permissividade e a excessiva liberdade concedida pelos pais na infância de seus filhos podem produzir um descaso nocivo ao processo educacional do futuro adulto. Traçou um paralelo entre ser rigoroso num país de clima tropical como o nosso, onde tudo favorece o intenso, e ser rigoroso num país frio como Portugal. Segundo ela, o clima quente não favorece o rigor. Eu, particularmente, acredito que o clima quente favorece a criatividade. Tema delicado para ser discutido em poucas linhas. Enquanto ela falava de seu país, Portugal, eu tentava traçar pontos em comum com o livro 1808 (Laurentino Gomes), mas como eu ainda nao finalizei a leitura da obra histórica, não quis ousar produzir nenhuma analogia.


Segundo ela, nós reduzimos a curiosidade porque temos hoje em dia tudo de mão beijada. O ensino atual favorece esta deturpação, pois ele oferece pacotes de conhecimentos, não estimula assim a curiosidade, a busca e a descoberta.


Hoje, por escolha própria, ela mora numa fazenda e cria animais, acorda com o canto dos pássaros e vive bucolicamente.


Para ter acesso à tecnologia, vai até uma ONG que oferece acesso à internet. Lá responde e-mails, coordena seus projetos e mantém-se conectada ao mundo. Disse estar cansada da correria da cidade e das universidades. Defendeu piamente o uso de computadores na educação: "Os livros didáticos de hoje contém inúmeros erros, na internet é a mesma coisa, existem coisas boas e coisas ruins. Basta sabermos escolher." - disse ela.


Que capacidade inigualável ela tem de hipnotizar-nos quando fala!

Não posso deixar de mencionar algumas frases ouvidas dela:


"Letras são tretas"

"Há mais técnicas da educação do que ciência da educação!"

"A democracia é melhor, mas não é o melhor!"

"O importante é cada professor saber onde pode atuar e onde não pode atuar. Cada um tem a sua formação e a sua deformação!"

"O computador ilude-nos quanto ao tempo!"


Fiquei pensando, quando sai da palestra, que pessoas com espírito inquieto e questionador, são os maiores responsáveis pelas boas mudanças que acontecem nos mundo. Não aceitar as coisas com as quais não se concorda. Criticar, mas sempre oferecer sugestões de mudanças e/ou alterações. Confesso que sai deste encontro mais maduro, ou no mínimo, tive um ilustre exemplo de que a maturidade é certamente uma das melhores fases da vida. É nela que temos a oportunidade de juntar as experiências vividas com as técnicas pessoais adquiridas ao longo da vida. Se vamos ficar numa cadeira de balanço lendo jornal, jogando xadrez ou tricotando... ai é outra história!!!!


"Um dia você aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou." William Shakespeare

19 de agosto de 2008

Professor: o educar são!











Outro dia ouvi alguém dizer que todo professor é um ator frustrado. Na hora causou-me certo espanto, pois esta frase foi proferida por uma pessoa engajada no meio educacional. Acredito que esta pessoa cometeu alguns exageros, e o maior deles seja o uso da palavra TODO para expressar uma idéia fragmentada e um tanto quanto preconceituosa, para não dizer semanticamente desfavorável aos seus colegas de profissão. Um ator vive da interpretação de papéis com um determinado fim – nisso o professor pode até assemelhar-se, mas incluir o termo “frustrado” na comparação me parece um tanto exagerado da parte de quem disseminou este tipo de comentário. Tenho comigo uma regrinha – que considero quase uma superstição – quando ouço qualquer afirmação de uma pessoa, procuro fazer uma análise de discurso do autor, antes de assimilar cegamente o conceito defendido. É interessante porque quase sempre mais aprendo de mim mesmo do que do outro.


As pessoas geralmente responsabilizam o professor pela educação da criança e com isso excluem a total responsabilidade dos pais nesta delicada tarefa. É comum ouvirmos dizer, entre os professores, que a educação deve vir dos pais e não dos professores. A educação é construída no dia-a-dia de seus lares, nos detalhes, nos momentos de conflito, nas alegrias, nas tristezas, nas descobertas etc. Com isso, temos um dilema, pois hoje em dia o aluno passa mais tempo na escola, portanto na companhia dos professores, do que com os próprios pais – que quase sempre voltam do trabalho já noite. Outra questão abrangente deve ser levada em consideração: a suposta “educação” que é referida como competência dos professores é, quase sempre, limitada pelo próprio sistema educacional. Um pai eleva a voz com o filho, coloca de castigo, limita e/ou amplia seus movimentos de liberdade, senta com ele para conversar energicamente, aprova ou desaprova comportamentos etc, enquanto o professor tem que ser um verdadeiro psicólogo/pai/mãe/tio/vô para conseguir um resultado favorável e pedagogicamente correto dentro da sala de aula. Isto tudo, claro, sem sequer elevar a voz com seus pupilos, imagina então usar outros métodos educacionais. Os pais sentem-se ofendidos. Na verdade, esta ofensa pode nascer mais por orgulho, pois é delicado saber que um filho tem dificuldade de relacionamento social – isso reflete uma possível falha na própria educação que os pais receberam e/ou têm conhecimento e estão repassando aos seus filhos.


O nosso país nem sempre incentiva o professor em seus mergulhos acadêmicos – altamente necessários para que se possa continuar produzindo e “educando” as crianças, outrora chamadas ‘futuro do nosso país’. Para ilustrar este fato, também recorro à outra história ouvida por um colega professor atuante. Disse ele que um certo político foi inaugurar um laboratório de informática em uma escola da periferia de São Paulo. A diretoria da escola e seus funcionários organizaram o espaço, colocaram ótimos equipamentos tecnológicos, mesas, cadeiras, ventilação etc. Visita feita, discurso proferido, sorrisos e abraços fotográficos registrados e lá se foi o político. A seguir também se foram os equipamentos e toda tecnologia exposta – era só para a sua visita. A escola continuou como estava: distante da realidade cibernética e mergulhada no marasmo das dificuldades pedagógicas enfrentadas diariamente pelos professores. E o dito popular diria: “Foi para inglês ver”! Nesta situação posso acreditar no fato de que alguns professores são atores frustrados: vivem de encenar situações e personagens. Esta diretora parece encaixar perfeitamente nos ofícios shakespearianos.


Enquanto brincávamos de carrinho de madeira, jogar bola na rua, bete, esconde-esconde, cabra-cega, amarelinha etc, as crianças de hoje competem em passar níveis no Playstation 3 e no Wii com tanta desenvoltura que nos deixam estarrecidos diante de tamanha simbiose tecnológica. O mouse de um computador mais parece uma extensão de seus próprios corpos, um terceiro braço.

É quase humanamente impossível pensar na educação atual sem utilizar os meios tecnológicos disponíveis hoje em dia – ainda que não sejam acessíveis à maioria da população. O poder do fascínio pela tecnologia é tão grande que crianças gastam o pouco dinheiro que possuem para ficarem horas e horas em espaços pagos de acesso a internet e games, deixando com isso de conviver com seus pais, amigos e colegas de aula. Cria-se com isso uma certa deficiência na comunicação. A rapidez da comunicação on line favorece a lentidão na comunicação presencial. Fica difícil mostrarmos aos nossos alunos o valor de um olho-no-olho pessoalmente quando com um clique virtual podemos ter acesso ao mundo inteiro. É uma competição acirrada. O que temos que fazer é trazer a facilidade deste mundo virtual para o dia-a-dia educacional. Mostrar que, mesmo o computador fazendo perfeitos cálculos digitais, nada substitui o pensamento e raciocínio lógico.


“A televisão não foi criada para educar, mas sim para entreter” – esta fala reproduzida pelo Professor Yuri muito me chamou a atenção. Segundo ele, diversos sociólogos e estudiosos do tema discutem este assunto há anos. E fiquei pensando nisso por um longo tempo – até porque jamais assisto à televisão e quando me disponho a sentar na frente do aparelho, certamente é para assistir a um bom filme escolhido em DVD ou mesmo na TV a cabo. Sempre fui de encontro a este raciocínio de que a televisão não educa em nada seus telespectadores, pelo contrário, ela os estimula a ficarem cada vez mais passivos esperando a resposta da vida com a facilidade de um clique no controle remoto. Por outro lado, é inegável o fascínio/poder que a TV exerce sobre a camada mais humilde da população – a ponto de atores serem agredidos na rua por serem confundidos com os personagens que interpretam nas novelas. E é deste poder que a telinha sobrevive. Pode faltar qualquer outro utensílio doméstico na casa de uma pessoa, mas raramente falta a televisão – e não raro, vemos em favelas, moradores com um home theater de última geração sendo venerado em suas salas. Talvez seja um portal capaz de transportar os nossos sonhos, os nossos desejos e as nossas alegrias – prova disso é que os personagens que mais fazem sucesso nas novelas são sempre aqueles que sofrem muito, são pobres e depois de um certo tempo ficam ricos, belos e poderosos. Isso, Freud explica.


Todos nós, sem exceção, temos um professor que lembramos com carinho e afeição – ou que nos marcou e despertou sentimentos não tão carinhosos. De qualquer forma, uma coisa é fato, o papel do professor em nossas vidas é indiscutivelmente salutar.


Os próprios professores são os que mais criticam o sistema educacional – seria por que estão engajados na situação ou por que nós, seres humanos, estamos sempre descontentes com o temos/somos?

Por outro lado, sem os visionários e os descontentes, não teríamos mudanças nem tampouco progressos. Progressão nem sempre quer dizer mudança. Às vezes retroceder é sinônimo de evolução – até porque o conceito de evolução está intimamente ligado a aperfeiçoar-se, e para nos tornarmos melhores, quase sempre é preciso (re)pensar nossas atitudes e nossos comportamentos. Uma coisa é fato: críticas só são construtivas quando junto a elas apresentamos sugestões de (re)construção. Falar por falar, gritar por gritar de nada adianta. O mundo precisa mais de líderes do que de descontentes educacionais. Líder no sentido de exemplo a seguir, que fique claro. O risco acontece quando muitos professores utilizam a justificativa de 'incentivar a cidadania' e embutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos. São capazes de venerar Karl Marx e ignoram alguns fatos bastantes peculiares de sua vida enquanto vivo: viveu às custas de um amigo industrial, engravidou a empregada da casa e, atacado pela furunculose, sofreu como um mártir boa parte da existência.

"Uniformizar, alimentar, dar livros didáticos aos jovens e perguntar como foi o dia na escola é fundamental, mas isso ainda não é educação para o século XXI." diz Monica Weinberg e Camila Pereira, jornalistas da VEJA.

Para encerrar este texto, utilizo-me das pesquisas e estatísticas, mesmo sabendo que elas podem ser tendenciosas e manipulativas. Uma coisa é inegável: elas não são 100% equivocadas. Seguem dados coletados pela CNT/Sensus:

  • 22% dos professores do ensino básico não têm diploma universitário
  • O Brasil está em 52º lugar em ciências e em 53º em matemática - em uma lista de 57 países
  • 60% dos estudantes chegam ao fim da 8a. série sem saber interpretar um texto ou efetuar operações matemáticas simples
  • 16% repetem a 1a. série do ensino fundamental

Qual é o verdadeiro papel do professor?
Qual a principal missão da escola?
Qual é a sua maneira de pensar a educação?

"O que é ensinado em escolas e universidades não representa educação, mas são meios para obtê-la." Ralph Emerson

15 de agosto de 2008

Yôga além do óbvio









Foto: autoretrato Flávio Vicente 2008







Yôga significa religar. É uma filosofia Indiana que propõe a conquista de uma vida plena, através da união do homem com sua essência. Nos ensina também, a pensar com o corpo, facilitando a compreensão de que corpo e mente são elementos conectados e que fazem parte de um todo. O Yôga pode trazer mais atitude, serenidade e disposição para sua vida. Existem diversos ramos, ou técnicas Yogis. Algumas se utilizam apenas de meditação, outras somente de mantras, almejando essa transcendência.

Yôga para todos
Yôga é para todas as pessoas, independentemente de sexo, idade, credo e costumes (há quem faça restrições para crianças com menos de 12 anos). Alguns costumam perguntar se, para praticar Yôga, é preciso tornar-se vegetariano, parar de consumir álcool ou ser ativista ambiental. Nada disso. Com a prática contínua, acontece naturalmente de as pessoas acabarem cuidando bem mais da saúde física e mental do que de costume.


Refinando a percepção
De acordo com o Yôga clássico, o caminho mais fácil para alcançar a consciência plena é partir dos aspectos visíveis e palpáveis, como o corpo, em direção aos mais sutis, como a respiração e a mente. Por isso, existem as práticas de asana - pronuncia-se "ássana", e são as posturas de Yôga - que nos ajudam a desenvolver mais consciência corporal. A idéia é que o praticante passe também a perceber a conexão que existe entre corpo e mente, descobrindo que as posturas provocam um efeito nas nossas emoções e no fluxo de pensamentos. Com o refinamento dessa percepção, o praticante é levado a entender o inverso: nossos estados mentais influenciam a saúde do corpo. Um momento de raiva pode gerar contração muscular, o nervosismo pode acarretar uma doença, o medo pode dar frio na barriga, a excitação, deixar o corpo alerta demais e assim por diante. Com mais consciência do corpo, ganhamos também maior consciência sobre nossos estados mentais.



Segundo o Yôga, a principal causa de sofrimento é a falta de percepção da realidade, a ignorância da verdadeira natureza humana. Há ainda outras quatro causas do sofrimento: o egocentrismo, o apego às coisas que dão prazer, a aversão sentida aos objetos que causam dor e o apego a vida. A filosofia dos kleshas (sofrimento), que está nos Yôga Sutras de Patanjali, explica que a prática de Yôga serve para eliminar essas tormentas. De que forma? Com a percepção de que todas as manifestações na Terra fazem parte de uma consciência maior, e de que todas as coisas no mundo são passageiras. Assim, pode-se viver com menos apego aos desejos.

12 de agosto de 2008

Tecnologias: o ovo ou a galinha?











Estive pensando sobre o mundo tecnológico no qual hoje vivemos. Automaticamente me veio à mente a imagem de um mundo SEM tecnologia, similar ao nosso passado recente - afinal de contas o microcomputador surgiu na década de 40. Reflito: "Como conseguimos viver tanto tempo sem celular, cartão de débito, internet, microondas... etc?"

Continuei pensando inquietamente... e ainda não cheguei a uma conclusão satisfatória.
Criamos a tecnologia por que precisamos dela ou precisamos dela por que a criamos?

Podemos brincar. Vamos imaginar um dia inteiro (só um dia) sem usar nenhum tipo de tecnologia. Seria possível? Ou nosso vício/dependência é maior que a nossa real necessidade?

Indubitavelmente com a tecnologia nossa vida melhorou, tudo ficou acessível, rápido, dinâmico, eficiente. Diminuimos a distância geográfica entre as pessoas, mas também aumentamos o vazio entre elas. Com um clique transferimos milhões de reais, mas um toque físico e um sorriso valem mais. Obtemos qualquer tipo de informação, mas oferecer um ombro a quem precisa ficou raro. Compramos qualquer coisa sem levantar da poltrona, mas um aperto de mão e um agradecimento são insubstituíveis.

Eu continuo pensando... sou um adepto inquestionável da tecnologia - isto é um fato, mas por trás deste comportamento eu posso estar querendo suprir/compensar alguma coisa. Ou seria apenas esta curiosidade natural de todas as pessoas?

E você, o que pensa disso?

Aprendizagem


- Aprendi que aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.
- Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando-se como ela lida com três coisas: dia de chuva, bagagem perdida, luzes de árvore de Natal emboladas.
- Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.
- Aprendi que 'ganhar a vida' [making a living] não é o mesmo que 'ter uma vida' [making a life].
- Aprendi que a vida às vezes nos oferece uma segunda oportunidade.
- Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora; tem que saber abrir mão de algumas coisas.
- Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta.
- Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um saco.
- Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém, as pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.
- Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.
- Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não esquecem como você faz com que se sintam.