14 de junho de 2008

Águas Flaviais


Um traço em linhas
Escolhidas a risca,
Um frasco de emoções
Incógnitas ariscas,

Expõe, e recolhe-se
Não precisa prévio aviso
Basta absorver o olhar
Fullgas, assim, de improviso,


E tem na voz a melodia
Dos tambores de Angola,
A ferocidade das águas do Kwanza,
As dores, seu peito imola,

Traz ventura que alumia
As noites sem lua de outrora
A dor e a destemperança,


Nas juras secretas dos rios
Desejos a cantarolar,
Segredos de um alvorecer
Guardados em mananciais,
Pois bendito seja o ser
Que um dia navegar
Em suas águas Flaviais.


Ao querido amigo e companheiro nas letras. Beijo grande!
Maria Júlia Pontes

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. =)...adorei!...sem mais comentários.

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  3. Aê Flávio, bom saber que você e a Maria Júlia estão navegando também por essas "águas virtuais"! Abção

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Agradeço o seu comentário, é sempre bom exercitarmos a nossa melhor e mais eficiente qualidade: comunicação!
Forte abraço,
Flávio